Se criarem uma lei proibindo os cultos e qualquer tipo de manifestação cristã? Se não existirem mais CDs nem DVDs com louvores e mensagens abençoadoras? Se não existirem mais pastores, pastoras, ministros que hoje são usados para edificarem a sua vida? Se não existir mais congressos de adoração, de intercessão, de batalhas espirituais...? Se não acabarem as campanhas de oração, restituição...? Se não existir mais seminários? Se acabarem com os livros cristãos? Se acabarem com os sites evangélicos? Se acabarem com os programas evangélicos na TV? Se acabarem com as EBDs? Se acabarem com os cultos? Se acabarem com os ministérios de louvor, dança, intercessão, teatro...?
Se tudo isso deixasse de existir como ficaria JESUS em nossa vida? Como ficaria nosso relacionamento com DEUS? Abalado? Enfraquecido? Muito provavelmente e infelizmente, a resposta é quase sempre positiva, o que significa que algo não vai bem.
É necessário analisar qual tem sido o combustível por nós utilizado para manter o nosso relacionamento com DEUS. Todas essas coisas citadas acima são acessórias que nos ajudam em nossa caminhada cristã, mas a partir do momento que a falta delas afeta o relacionamento, precisamos nos preocupar. Pode ser um sinal de que estamos invertendo os fatores, e neste caso, a ordem dos fatores altera – e muito – o produto: relacionamento.
Transformar coisas acessórias em principais fazendo que o principal se torne apenas um acessório faz mal a qualquer relacionamento, tornando-o fraco, vulnerável, superficial.
E a Igreja, de uma maneira geral, tem se apegado a estes acessórios, aos métodos e tem se esquecido do principal. Usamos fórmulas, nos enchemos de religiosidade, temos a “certeza” que estamos certos, criticamos os outros e negligenciamos e manipulamos a vontade de Deus.
Agimos e parecemos muito mais com os fariseus – os que conheciam rigorosamente a lei, as tradições e os costumes – do que com os discípulos, que embora repletos de imperfeições, como nós, buscavam a vontade do Pai. Na verdade somos ótimos religiosos e péssimos cristãos.
Permanecemos dentro das quatro paredes, cantando, pregando e vivendo com e para os “crentes”, enquanto as almas feridas morrem sem JESUS na calçada da igreja. MORREM! Pois a Igreja não vai até aos doentes, aos famintos, aos perdidos. A Igreja espera que eles venham até nós, e o mais lastimável é que quando eles vêm, saem da mesma maneira que entraram. O máximo que fazemos é desejar a “paz do Senhor”, dizer que ele é bem vindo e por fim, fazer o apelo no fim do culto.
O mundo precisa mais de que uma religião, mais que uma doutrina, mais do que crentes, mais do que evangélicos, mais do que igrejas... O mundo precisa ver e sentir o caráter do próprio DEUS em nós. Diz a frase: “levar JESUS no peito é fácil; difícil é ter peito para levar JESUS”. Temos uma incrível facilidade de orar: “venha a nós”, mas esquecemos da segunda parte que é: “o TEU REINO e seja feita a TUA VONTADE” . O mundo precisa de pessoas comprometidas com o Evangelho de Cristo, com a causa de Jesus, pessoas que querem o GOVERNO de DEUS e que não se conformam com nada menos que isso e não de pessoas religiosas, que se trancam dentro das igrejas, isso já está saturado.
Enquanto a religião nos diz: “VÁ AOS CÉUS! SEJA ARREBATADO!”, JESUS nos diz: “TRAGA O CÉU À TERRA!”. Enquanto a religião nos diz: “NÃO SE MISTUREM!”, JESUS nos diz: “IDE E PREGAI O EVANGELHO”!
Precisamos nos desprender de tudo aquilo que nos atrapalha de viver para o Reino de Deus inclusive e principalmente da religiosidade que tem nos cegado e desvirtuado nosso relacionamento com DEUS.
Que tenhamos verdadeiramente coragem e temor para clamar: “venha até nós o TEU Reino e que seja feita TUA vontade, como é nos céus aqui na Terra”.
Postado por Talita Chequer - Bahia
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